quinta-feira, 29 de maio de 2008

Mais uma vai pra gaveta..

O vereador Sebastião Mainardes Junior (DEM) pediu vistas por 15 dias úteis para fazer uma análise mais profunda a respeito do projeto de lei apresentado por Francisco Baixinho Valentin (PSB), que estabelece o limite máximo para espera por atendimento na saúde em 30 minutos nos dias normais e 40 minutos nos dias após feriados prolongados. A matéria havia sido aprovada em primeira discussão na segunda-feira, mas o plenário acatou por nove votos a quatro o pedido de vistas feito por Mainardes durante a sessão de ontem. O parlamentar democrata alega que do modo como está o projeto, é inexeqüível. “Até em consultas através de convênios ou particular a pessoa tem que esperar às vezes mais de 30 minutos para ser atendida. Do jeito que está redigido este projeto será mais uma lei que não será cumprida. Por isso temos que analisar melhor”, justifica
E assim vai para a gaveta outro benefício mais que necessário para a população de Ponta grossa que não aguenta mais a situaçâocada vez mais precária da saúde e ainda tem que que aguardar muito tempo para ser muito mal atendido e quando consegue ser atendido.
Resta eesperar por medidas de nossos representantes para que se retomem essa discussão.

Ana Paula Andrade

quarta-feira, 7 de maio de 2008

JM quer que DC perca diário oficial

Desde o início do ano, o Jornal da Manhã, um dos três jornais diários da cidade, briga para dar fim ao contrato com do Município de Ponta Grossa com o Diário dos Campos. O JM defende que os gastos de R$50 mil mensais pagos ao DC daria para fazer a divulgação em diário prório da Prefeitura e ainda economizaria R$45 mil mensais para investir em educação, saúde e obras públicas, setores tão carentes por estes Campos Gerais.

Com a movimentação do JM para questionar os gastos da Prefeitura com atos oficiais chegou à Câmara projeto de lei do Executivo para se criar um diário prório, a um custo de, no máximo, R$5 mil por mês. Promovendo, assim, maior alcance da população aos atos oficiais, tornando-os mais democráticos, já que, o cidadão não será mais obrigado a comprar um jornal na banca para acompannhar as publicaçães municipais.

Tudo é muito bonito, se não passasse de discurso de uma disputa mercadológica entre os dois mais importantes jornais de Ponta Grossa. Embora o enfoque seja os gastos exacerbados do dinheiro público com algo que é uma obrigação legal, não podemos, neste pandemônio, dizer quem é o mais desinteressado. Como diz o dito popular: em terra de sapo mosquito não dá rasante.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Clima eleitoral

O frio de outono chegou e, com ele, os ponta-grossenses sentem um clima novo no ar, um clima de festa, velado, mas uma celebração ao nefasto ato de todos os cidadãos: as eleições. A Prefeitura Municipal de Ponta Grossa iniciou uma avalanche de inserções publicitárias no sentido de promover os feitos da administração tucana, em ritmo de reeleição. É possível que a justiça Eleitoral não caracterize como propaganda eleitoreira os cartazes, bunners e folhetos divulgando os investimentos em esgoto, educação e saúde pelo atual governo municipal, entretanto, convém pontuar, que os feitos mostrados são meramente obrigação constitucional de qualquer governo. Se não há crime eleitoral, falta ao governo um pouco de sensibilidade e vergonha em promover um bem público sem confetes em si mesmo.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Vereadores juízes

A legislação brasileira prevê que atos do Poder Executivo, de qualquer das esferas - federal, estadual ou municipal - deve ser julgados pelo Poder Legislativo desta esfera e não pelo Poder Judiciário, como o restante dos mortais. Neste diapasão, o ex-prefeito Jocelito Canto será julgado pelos vereadores de Ponta Grosa pela desaprovação do Tribunal de Contas Estadual das contas de 1998, quando era prefeito da Princesa dos Campos. Deve ser uma situação complicada para o ex-prefeito ter de dobrar os "verea" no sentido de sua absolvição, já que, se sabe, a maioria deles ou concorre com seu cargo majoritário, para o qual já disse aos 4 ventos ser pré candidato a prefeito pelo PTB, ou concorrem a reeleição pela base de apoio aos outros grupos interessados: Wosgrau e Marcelo Rangel. O caso ainda vai dar o que falar, mas assim como Jocelito tememos pela decisão ser mais política que técnica.